Cientistas conseguiram despertar paciente em coma a 15 anos

Os pesquisadores conseguiram que o corpo dele reagisse ao receber pulsos elétricos.

Cientistas conseguiram despertar paciente em coma a 15 anos
Escrito por: Ms Redação 25 de setembro de 2017 20h09 Comentários

Cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Científica Francês usaram estimulação nervosa para induzir sinais de consciência em um homem que esteve em estado vegetativo durante quase a metade de sua vida. O indivíduo infelizmente ainda está longe de despertar completamente, mas seu caso demonstra que a consciência pode ser restaurada após um tempo muito mais longo do que se pensava anteriormente.

O nervo vagus liga o cérebro ao intestino, além outras partes do corpo. A estimulação dele demonstrou oferecer benefícios para pessoas com depressão ou epilepsia.

Este nervo também é conhecido por ter um papel no processo de acordar do sono e nos manter alertas. Juntando essas peças, a Dra. Angela Sirigu acreditou que seria possível que este nervo pudesse desempenhar um papel na restauração da consciência para pacientes em coma.

Quanto mais tempo uma pessoa está em um estado vegetativo, menos provável que ela se recupere, especialmente por vontade própria.

Para ter certeza de que todas as respostas foram resultado de sua intervenção, Sirigu buscou o paciente que estava em coma pelo período de tempo mais longo. O indivíduo escolhido teve um acidente de carro com 20 anos de idade, e permaneceu em coma até hoje, 15 anos depois.

Após um mês de estimulação do nervo vagus com uma corrente de cerca de um miliampere, o homem conseguiu virar a cabeça sob solicitação. Seus olhos podiam seguir um objeto em movimento e ele parecia ficar acordado por tempo quando alguém lia para ele. Ele também abriu espontaneamente os olhos quando a cabeça de alguém aproximou de seu rosto.

Sirigu relata na Current Biology que o eletroencefalograma (EEG) também mostrou aumento da atividade cerebral, inclusive nas ondas theta usadas para definir as diferenças entre estados de consciência. Verificou-se que a atividade metabólica aumentou no córtex e no sub-córtex, indicando a necessidade de mais combustível entre as células cerebrais.

Esses testes levaram os médicos a atualizar o status do paciente de "não responsivo" para "consciência mínima" e Sirigu conclui em uma declaração: "A plasticidade cerebral e o reparo do cérebro ainda são possíveis mesmo quando a esperança parece ter desaparecido".

O vagus exerce sua influência no cérebro induzindo a liberação do hormônio norepinefrina (também conhecido como noradrenalina).

A norepinefrina também atua como neurotransmissor, aumentando o compartilhamento de informações entre as regiões cerebrais. Sirigu e co-autores observam que além de trazer esperança aos entes queridos daqueles que estão em estados de consciência limitada, suas pesquisas fornecem uma visão de onde a consciência está no cérebro.

O trabalho, eles escrevem, identifica o córtex parietal como "um grande fator na expansão da atividade neural em regiões cerebrais", promovendo um estudo mais aprofundado sobre essa parte do cérebro.

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