Sorvete criado no Brasil ameniza os efeitos da quimioterapia

Pesquisadores de Santa Catarina desenvolveram um sorvete que ajuda os pacientes que estão na árdua luta contra o câncer.

Sorvete criado no Brasil ameniza os efeitos da quimioterapia
Foto: Reprodução/NSCT
Escrito por: Ms Redação 11 de setembro de 2018 18h27 Comentários

O câncer é uma das doenças mais temidas pela maioria das pessoas. Além do fato de ela ser devastadora, o seu tratamento é exaustivo e doloroso. Muita gente sabe que ao começar a quimioterapia o cabelo cai. Mas os problemas vão muito além disso.

Logo começam a surgir tonturas frequentes, enjoos, fraquezas e sem contar o psicológico, que provavelmente é o que mais sofre durante estes momentos. A falta de apetite também é bem comum nesses casos e piora bastante por causa de feridas que surgem na boca dos pacientes.

Porém, uma invenção brasileira pode mudar esse quadro complicado e deixar a vida dos que estão lutando contra o câncer um pouquinho mais doce. Um sorvete capaz de amenizar os efeitos da quimioterapia foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catariana, UFSC, em parceria com uma fábrica de Florianópolis.

O sorvete vem em três sabores, morango, chocolate e limão e tem como principal objetivo ser um complemento alimentar durante o tratamento contra o câncer. A sobremesa foi servida para pacientes do Hospital Universitário da UFSC por um ano, em caráter de teste. A aceitação e os resultados foram bem positivos.

“Foi uma surpresa maravilhosa, o sorvete é delicioso e ele minimiza os efeitos da quimioterapia”, disse Carol Gilda Martins, paciente da unidade. Carol faz tratamento desde março contra um câncer linfático.

Raquel Kuerten de Salles, do Departamento de Nutrição da UFSC, é uma das nutricionistas responsáveis pela pesquisa. Ela explica que o sorvete já começa a ajudar por ser gelado. A temperatura ajuda a anestesiar inflamações bucais que podem prejudicar na alimentação.

“O paciente que está em quimioterapia que ele tem uma alteração do paladar, o paciente tem uma dificuldade para se alimentar, tem um gosto diferente. O paciente também sente bastante náuseas, às vezes até o cheiro da comida pode incomodar”, complementa a médica Giovanna Steffenello, da equipe de Hematologia do hospital.

O sorvete demorou cerca de seis meses para ser desenvolvido da forma que se encontra hoje. O diretor de desenvolvimento de produtos Marcelo Baracuhy disse que a maior dificuldade da fórmula foi acrescentar o azeite de oliva, uma gordura com alto valor nutricional.

O aposentado Carlos Alberto Martins confirma que a recuperação melhorou quando passou a consumir o sorvete. “Então com sorvetinho ficou tudo de bom. A recuperação é melhor ainda.”

Fonte: G1

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